Quem são as medievalistas brasileiras?

Uma experiência de pesquisa em bases de dados públicos e em conversas direcionadas

Autores

  • Marcella Lopes Guimarães Universidade Federal do Paraná
  • Daniel Iancóski Melo Universidade Federal do Paraná
  • Dilan Stenzel Toffoli Universidade Federal do Paraná
  • Gustavo Henrique Braga Universidade Federal do Paraná
  • Israel Demétrio Corrêa Universidade Federal do Paraná
  • Marcela Cristina Duarte Langer Universidade Federal do Paraná

Palavras-chave:

Pesquisa, Medievalistas, Gênero.

Resumo

A investigação intitulada “Quem são as medievalistas brasileiras? Uma experiência de pesquisa em bases de dados públicos e em conversas direcionadas” foi uma iniciativa desenvolvida em um laboratório de pesquisa brasileiro cadastrado junto ao CNPq. Inspirada na trilogia As Historiadoras e o(s) gênero(s) e a escrita da história (2022-2024), organizado por Diogo Roiz, Rebeca Gontijo e Tânia Zimmermann, a equipe de pesquisadores e pesquisadoras buscou responder a três questões: a. Quem são as medievalistas brasileiras? b. Onde estão? c. O que pesquisam? A pesquisa foi realizada ao longo de um semestre, em 2024, através do levantamento de dados em três bases públicas, a saber: a lista de associados e associadas da ABREM (Associação Brasileira de Estudos Medievais) de 16 de julho de 2022; o diretório dos grupos de pesquisa do CNPq a partir de três expressões-chave e a plataforma Lattes. Essas bases deram origem e alimentaram uma grande planilha Excel. Além dessas três bases, foram realizadas seis conversas a partir de convites dirigidos, cujo aceite se fez de maneira espontânea. Essas conversas não foram gravadas, tiveram respostas transcritas e seu aproveitamento no texto foi submetido à aprovação do pesquisador e das pesquisadoras que concordaram em participar da pesquisa. A pesquisa propõe um entendimento do que é ser uma medievalista brasileira, revelou uma concentração regional de pesquisadoras, um conjunto de dezoito temas mais estudados pelas investigadoras e singularidades no percurso acadêmico das mulheres que decidiram estudar Idade Média no país, que passam pela História recente do Brasil e pelo machismo.

 

Referências

GUÉNÉE. Bernard. Entre l’ Église et l´État. Quatre vies de prélas français à la fin du Moyen Âge (XIIIe-XVe). Paris: Gallimard, 1987. p. 13. A citação e a referência foi lida em DOSSE, François. O desafio biográfico. Escrever uma vida. São Paulo: EdUSP, 2009.

LATOUR, Bruno, WOOLGAR, Steve. A vida de laboratório: a produção dos fatos científicos. Trad. Angela Ramalho Vianna. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1997.

ROIZ, Diogo, GONTIJO, Rebeca, ZIMMERMANN, Tânia (org.). As historiadoras e o(s) gênero(s) na escrita da História 1. Pioneiras nos estudos históricos brasileiros. Campinas (SP): Editora Mercado de Letras, 2022.

TEIXEIRA, Igor Salomão; PEREIRA, Nilton Mullet. A Idade Média nos Curriculares: as controvérsias nos debates sobre a BNCC. Diálogos, v. 20, n. 3, 2016.

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Publicado

23-12-2025

Edição

Seção

Artigos